Rússia acusa Ucrânia de buscar arma nuclear com ajuda de França e Reino Unido; 'Absurdo', diz Kiev

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Rússia acusa Ucrânia de buscar arma nuclear com ajuda de França e Reino Unido; 'Absurdo', diz Kiev


Putin e Zelensky
Sputnik/Mikhail Metzel/Pool via Reuters; Reuters/Alina Smutko
A Rússia acusou nesta terça-feira (24) a Ucrânia de tentar conseguir armas nucleares com a ajuda de França e do Reino Unido. Os governos ucraniano, francês e britânico rejeitaram a acusação. "Absurdo", afirmou Kiev.
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A acusação ocorreu no aniversário de 4 anos da guerra da Ucrânia e decorreu de um relatório do serviço de inteligência externa da Rússia (SVR) divulgado nesta terça-feira. Também nesta terça, Zelensky afirmou que a Rússia não conseguiu alcançar seus objetivos de guerra, e o Kremlin prometeu continuar conflito até isso acontecer.
Em comunicado, o SVR afirmou que Reino Unido e França estariam “trabalhando ativamente” para buscar fornecer à Ucrânia ogivas nucleares e sistemas de lançamento, e em seguida fazer parecer que Kiev as teria obtido por conta própria.
Segundo o SVR, Londres e Paris acreditam que Kiev se colocaria em uma melhor condição nas negociações para encerrar a guerra "se possuísse uma bomba nuclear ou, ao menos, uma chamada 'bomba suja'". Uma "bomba suja" é um artefato explosivo com material radioativo, capaz de contaminar uma ampla área. No entanto, é completamente diferente de uma arma atômica projetada para provocar uma explosão nuclear massiva.
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No entanto, o órgão russo de informação não apresentou provas para sustentar a afirmação.
Em declaração à agência de notícias Reuters, a Ucrânia chamou de "absurda" a acusação da SVR. “Autoridades russas, conhecidas por seu impressionante histórico de mentiras, estão mais uma vez tentando fabricar a velha bobagem da ‘bomba suja’”, disse à Reuters Heorhii Tykhyi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia.
“Para constar: a Ucrânia já negou tais alegações absurdas da Rússia muitas vezes antes, e as negamos oficialmente novamente agora. Instamos a comunidade internacional a rejeitar e condenar as bombas sujas de desinformação da Rússia”, completou Tykhyi.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França chamou a acusação de "desinformação flagrante". Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que "não há nenhuma verdade" na acusação russa.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já criticou anteriormente a decisão de Kiev de, nos anos 1990, abrir mão de seu antigo arsenal nuclear soviético sem obter garantias de segurança adequadas e juridicamente vinculantes. À época, EUA, França, Reino Unido e a própria Rússia se comprometeram em defender a Ucrânia caso o país fosse invadido. No entanto, Kiev afirma que não busca readquirir armas nucleares e que respeita todos os tratados internacionais.
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Ministério da Defesa da Rússia/AP Photo
Após o relatório do SVR, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que os adversários de Moscou provavelmente sabem como poderia terminar qualquer ataque à Rússia ou às forças russas utilizando um “elemento nuclear”.
O assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou na terça-feira que a Rússia informará os Estados Unidos sobre o que afirma serem tentativas da Ucrânia de obter armas nucleares, em referência ao relatório de inteligência.
Ushakov disse também que isso influenciaria a posição da Rússia nas negociações para resolver o conflito na Ucrânia.




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