Trump diz que não quer ação militar no Irã, mas 'às vezes é necessário'

g1.globo.com
Trump diz que não quer ação militar no Irã, mas 'às vezes é necessário'


Trump diz preferir diplomacia, mas volta a ameaçar o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não gostaria de ordenar uma ação militar no Irã, mas que "às vezes é necessário" ao ser questionado sobre as tensões com Teerã nesta sexta-feira (27).
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Trump conversou rapidamente com repórteres na porta da Casa Branca antes de embarcar para uma viagem ao Texas e garantiu que deseja um acordo com o governo iraniano.
Com a mediação de Omã, os dois países vêm buscando uma solução diplomática que assegure um novo acordo nuclear. Segundo o presidente norte-americano, uma nova rodada de conversas irá ocorrer ainda nesta sexta.
"Ainda não tomei uma decisão sobre o Irã . Não estou satisfeito com a forma como negociaram, mas novas negociações são esperadas nesta sexta. Quero fazer um acordo, mas o Irã não pode ter armas nucleares", afirmou Trump, que ao ser perguntado sobre uso de força militar, acrescentou: "Não quero, mas às vezes é necessário".
Donald Trump conversando com repórteres na Casa Branca
REUTERS/Evelyn Hockstein
A nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano começou nesta quinta-feira (26). O encontro foi pausado após cerca de três horas de tratativas pela manhã e foi retomada por mais uma hora no fim da tarde.
Nem os EUA nem o Irã se pronunciaram de forma oficial sobre a suposta pausa nas negociações ou sobre o resultado do encontro. Porém, de acordo com o site americano Axios, os americanos avaliaram a reunião como positiva.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o encontro resultou em um "bom progresso". Já o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Al-Busaidi, que está na mediação das conversas, afirmou que houve "progresso significativo".
À beira de um conflito, EUA e Irã concordam em negociar detalhes técnicos de possível acordo nuclear
A reportagem do "Axios" diz ainda que os negociadores dos EUA se mostraram dispostos a demonstrar certo grau de flexibilidade para permitir que Teerã enriqueça urânio, desde que provassem que não buscam construir uma bomba nuclear.
Nesta sexta, o chanceler iraniano pediu que os Estados Unidos abandonem as "exigências excessivas" para alcançar o acordo.
Com as tensões no Oriente Médio em alta, também nesta sexta, o governo americano autorizou funcionários diplomáticos não essenciais de sua embaixada em Israel a deixar o país.
Jared Kushner (à esq) e Steve Witkoff (centro), enviados especiais dos EUA para as negociações com o Irã, sentados ao lado do ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, em 26 de fevereiro de 2026.
Divulgação/Ministério das Relações Exteriores de Omã
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi (à esq.), sentado ao lado do ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, em 26 de fevereiro de 2026.
Divulgação/Ministério das Relações Exteriores do Irã




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.