EUA retiram urânio altamente enriquecido da Venezuela

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EUA retiram urânio altamente enriquecido da Venezuela


Técnicos da NNSA supervisionam o carregamento de combustível nuclear em um recipiente especializado.
Divulgação/NNSA
Os Estados Unidos concluíram a retirada de todo o urânio enriquecido remanescente de um reator de pesquisa na Venezuela, informou nesta sexta-feira (8) a Administração Nacional de Segurança Nuclear do Departamento de Energia do governo norte-americano (DOE/NNSA).
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“A retirada segura de todo o urânio enriquecido da Venezuela envia mais um sinal ao mundo de uma Venezuela restaurada e renovada”, afirmou Brandon Williams, administrador da NNSA.
"Graças à liderança decisiva do presidente Trump, as equipes dedicadas em campo concluíram em meses o que normalmente levaria anos", afirmou.
O plano de retirada contou com 3 fases e auxílio de autoridades venezuelanas, especialistas do Reino Unido e com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU regulador de energia nuclear a nível mundial.
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Segundo o comunicado, durante décadas, o reator RV-1 apoiou pesquisas em física e energia nuclear. "Quando esse trabalho terminou, em 1991, seu urânio, enriquecido acima do limite crítico de 20%, passou a ser considerado material excedente", afirma o texto.
O departamento afirma que foram retirados com segurança 13,5 kg de urânio enriquecido do reator RV-1 em menos de seis semanas após a visita inicial ao local. A equipe embalou o urânio de forma segura em um contêiner para combustível.
A AIEA dita que o máximo que um país pode enriquecer urânio para fins pacíficos é a 20%. Qualquer valor acima disso é considerado ilegal perante o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), assinado em 1968 e com 191 países signatários.
O Irã possui cerca de 1.000 kg enriquecido acima de 20%, sendo cerca de 440 kg enriquecido a 60% —essa porcentagem é considerada muito próxima da necessária para fazer uma bomba nuclear.
Esta reportagem está em atualização.




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