Governador da Califórnia acusa Trump de ordenar investigação política contra ele

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Governador da Califórnia acusa Trump de ordenar investigação política contra ele


Montagem mostra o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e o presidente dos EUA, Donald Trump
Reuters
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, acusou nesta segunda-feira (15) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ter instruído o Departamento de Justiça a abrir uma investigação política contra ele e sua esposa. O rival político de Trump, no entanto, forneceu provas.
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“Donald Trump não está apenas vindo atrás de mim por causa dos meus tuítes agressivos. Ele está vindo atrás de mim porque estou considerando concorrer à Presidência. (...) Ele odeia que eu venho chamando atenção para suas mentiras. Trump é o presidente mais corrupto da história dos EUA (...) e qualquer um que o desafia termina em sua lista de alvos. Trump escolheu o alvo errado, não temos nada a esconder”, disse Newsom em um vídeo publicado na rede social X.
Newsom afirmou que agentes federais têm, nos últimos dias, batido à porta de familiares, amigos e ex-funcionários seus, exigindo registros e vasculhando documentos antigos. Segundo o governador da Califórnia, essa atitude dos agentes "não é porque encontraram algum crime, mas porque estão simplesmente tentando encontrar um”.
Newsom, um político democrata, e Trump mantêm há anos uma relação de críticas mútuas, entrando em confronto em temas importantes como mudança climática, oleodutos e o envio de tropas da Guarda Nacional ao estado pelo presidente republicano no verão passado. No ano passado, Trump disse que apoiaria a prisão de Newsom por supostamente obstruir a aplicação das leis de imigração na Califórnia.
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Desde que Trump retornou à Casa Branca, em 2025, seu Departamento de Justiça tem mirado vários adversários políticos do presidente republicano com processos criminais, incluindo acusações contra:
o ex-diretor do FBI James Comey;
a procuradora-geral de Nova York Letitia James;
e o ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton.
O departamento federal também abriu investigações sobre autoridades americanas que concluíram que a Rússia interferiu na eleição presidencial de 2016 para favorecer a campanha de Trump para seu 1º mandato, parlamentares democratas que incentivaram militares a recusarem ordens ilegais, além de doadores liberais e grupos de arrecadação de fundos.
Um levantamento de novembro de 2025 da agência de notícias Reuters apontou que pelo menos 470 pessoas, organizações e instituições foram alvo de retaliação desde o início do segundo mandato de Trump.
O Departamento de Justiça e a Casa Branca não haviam se manifestado publicamente sobre a acusação de Newsom até a última atualização desta reportagem.
Gavin Newsom, governador da Califórnia e possível candidato democrata à presidência dos EUA.
Mike Blake/Reuters/Arquivo




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